Peão de obras, assim se define o engenheiro civil Diógenes Sousa Junior

diogenes sousa junior engenheiro civilA nessoa é para o que nasce. E, Diógenes Sousa Júnior nasceu para ser engenheiro. Ainda jovem, nos tempos do colegial, já sabia o que queria direcionou seus estudos para realizar e esse sonho, do qual, hoje, colhe os fru­tos. Ele estudou no Pio XII, Pio X, Lyceu
Paraibano e Lins de Vasconcelos. “Na­quela época só quem tinha o científico específico para Engenharia era o Lyceu.
Então, fui para lá, porque sempre tive vontade de estudar Engenharia. Fiz o 1 º e 2º ano. Depois Lins de Albuquer que  lançou um cursinho para vestibular e, ao mesmo tempo, Engenharia, e acabei concluindo no Lins”, conta Diógenes.

Com tamanha determinação, não podia ter sido diferente: passou no pri­meiro vestibular, para UFPB e UFPE, decidindo ficar na federal paraibana, pois, além de estar “em casa”, já era funcionário da instituição de ensino. “Comecei a trabalhar com 14 anos. Era funcionário na Faculdade de Ciências Econômicas, quando passei para Enge­nharia, e o diretor da faculdade que era engenheiro, Carlos Pereira, conseguiu me transferir para Escola de Engenha­ria. Passava o dia lá, trabalhando e estu­dando”, lembra.
Diógenes foi monitor de quase to­das as disciplinas do curso. “Os profes­sores propuseram que, já que eu estava no campus, ser monitor nas disciplinas”. Foi assim que tomou gosto pela profis­são de professor”. Quando terminou curso, fez concurso e foi lecionar no curso de Engenharia Civil da UFPB, como professor da disciplina Material de Construção.

Nesse mesmo período, se dividia entre lecionar, mais dois empregos e uma pós-graduação em Engenharia de Segurança do Trabalho. “Fiz um concurso para engenheiro da Cagepa, onde trabalhei 10 anos. Foi nesse perí­odo que era professor e engenheiro que coloquei a construtora. Depois não deu mais: pedi demissão da UFPB, fiquei só na Cagepa e construindo casas”, revela Diógenes, que depois saiu da compa­nhia de água, para se dedicar à Sousa Junior Construtora. “Na época, fazía­mos e vendíamos casas facilmente. Co­meçava a cavar a fundação, já vendia. Iniciamos no Bairro do Cristo Redentor,  e, quando viemos pra Manaíra, come­çamos a construir edifício”, relata.
Atualmente, a construtora constrói, especialmente na orla de João Pessoa. Já está com 28 anos de mercado, e foi uma das pioneiras a receber a ISO 9001, maior certificação do Programa Brasi­leiro de Qualidade e Produtividade no Habitat.

Na empresa, que mantém em so­ciedade com a esposa Ana Délia, filha Georgiana é um dos seus braços forte. “Ela é engenheira também, trabalha aqui comigo: toda parte técnica é com ela”. Sua outra filha, Ana Vanessa, não seguiu a carreira do pai, mas por outro lado seus netos têm seguido os passos do avô. “Tenho um neto que agora está dando apoio na imobiliária e uma neta que faz arquitetura: toda a família envolvida”, conta orgulhoso. Nos finais de semana, adora reunir a família em sua casa para um “momento gourmet”.

 

O reconhecimento por todas essas contribuições à engenharia aconteceu re­centemente, quando foi convidado a ocupar a cadeira 17 da Academia Paraibana de Engenharia (APENGE), que tem corno patrono o engenheiro agrônomo, José Augusto Trindade. “Fizeram um convite para participar da Academia, que vai ter 40 membros e só tem 31 atualmente. Eu tive o maior prazer de ir. Só tem meus professores lá; sou o mais novo”, relata. A entidade, sem fins lucrativos, foi criada no final de 2014.
Diógenes não esconde a felicidade de fazer parte da Academia. No seu ambien­te de trabalho as fotos de sua posse se misturam com as da família. E num cantinho, ao lado da estante de troféus recebidos pela construtora, o seu fardão de membro da APENGE faz as honras.
“Se hoje pudesse voltar no tempo faria tudo do mesmo jeito. Não me arrependi de nada. Gosto muito da engenharia, me sinto bem fazendo o que faço, realmente é muito bom. Sou um peão de obra. Todo dia estou lá na obra, tomando café com os meninos e conversando com eles”.

 

Há 10 anos criou a Casanova Imóveis

Há dez anos, Diógenes, e 18 cons­trutores tiveram a ideia de construir um prédio comercial, às margens da BR_230. A intenção era que cada um desses profissionais pudesse montar seus escritórios no local, mas que tam­bém disponibilizassem serviços para a comunidade local. Nascia o Edifício Casanova Center, onde está instalada a Sousa Junior Construtora.

“Juntamos 18 construtores e cons­truímos como um prédio fechado. Nos­sa ideia era que pudesse ter tudo nele, até um banco funcionava aqui”, descre­ve o engenheiro.

Assim, surgiu a Imobiliária Casa­nova Imóveis, formada por oito sócios daqueles dezoitos, que idealizaram o imóvel. “No começo foram apenas oito empresas que toparam. Depois, ficou saindo um por um e eu saí comprando a parte de todos”, conta Diógenes, que resolveu tocar o negócio.

Hoje, a imobiliária não funciona mais no prédio projetado pelos constru­tores, mas à beira mar da Praia do Cabo Branco, “perto de onde o povo quer mo­rar e é onde a gente trabalha”.

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